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Santa Luzia – Minas Gerais

Santa Luzia é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, pertencente
à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Localiza-se a 19º46’11”
de latitude sul e 43º51’05” de longitude oeste, a uma altitude de 751 metros.
Sua população, de acordo com a estimativa 2021 do IBGE, era de 221 705
habitantes, com a maior concentração populacional e atividade comercial no
distrito de São Benedito, situado a oito quilômetros do centro do município.

A história do município originou-se com aventureiros que em busca de
riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo
do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba
Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, às margens do Rio das Velhas, no
qual se fazia garimpo de ouro de aluvião. Em 1695 uma grande enchente do rio
destruiu todo o povoado, localizado próximo ao atual bairro de Bicas, então o
pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde hoje, é o centro histórico
da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de
Bom Retiro. Em 1724 foi criado a Freguesia de Santa Luzia, subordinado
a Sabará.

Havendo já alguns arraiais nas proximidades e ao longo do Rio das Velhas,
existia entretanto, um grande hiato entre Roça Grande e a região de Sete
Lagoas, tornando-se difícil o abastecimento das populações nômades e o
descanso das tropas que de mandavam o norte do estado. Nessa época,
começaram a surgir várias fazendas, em vastos latifúndios, criadas para o
descanso do gado e para suprir o abastecimento regional.

Com o movimento crescente que se operava na região de Sete Lagoas, foram
abertas várias estradas, que, atingindo Jequitibá, atravessavam diversas
localidades, entre elas, o arraial de Santa Luzia. Estas estradas

desempenharam importante papel no povoamento da região, não só pelo
intenso comércio que propiciavam como também, pelo estabelecimento de
ranchos e capelas e pelos numerosos contingentes humanos, que por elas
afluíam as Minas, vindos do Norte e dos portos da Bahia. O povoado definitivo
de Santa Luzia teria surgido entre 1721 e 1729, no alto das colinas, em cujos
vales corriam o córrego das Calçadas, o córrego Seco ou do Dantas e o
córrego dos Cordeiros, socavados na época, por mineradores em busca de
ouro.

Nesse local, no topo da colina, edificou-se um rancho que acolhia numerosas
tropas vindas de Sabará e outras localidades, pelas estradas que se cruzavam
em forma de um “T” e que deram origem à rua do Serro, rua Direita e rua Santa
Luzia. Porém, ao contrário da maioria das povoações mineiras da época, Santa
Luzia cresceu e floresceu muito mais em função do comércio que da
mineração. Os trabalhos mineratórios desenvolveram-se nos córregos das
Calçadas, Seco e Cordeiros, mas o povoado não cresceu ali, e sim no alto de
uma colina próxima, junto a um rancho que acolhia tropas que faziam o
comércio entre o sertão e o Rio de Janeiro. É importante ressaltar o fator
religioso na formação do povoado, pois este só surgiu quando faiscadores e
tropeiros construíram uma capela, dedicada a Santa Luzia, em frente ao
rancho, que foi mais tarde, inteiramente aproveitada para a capela-mor da
matriz. A construção da capela, em lugar de movimento de tropas, serviu para
desenvolver a atividade comercial no local, atraindo para lá pessoas que se
encontravam dispersas pelas regiões vizinhas. O lugarejo foi crescendo perto
da capela, a beira das estradas, convivendo, lado a lado, residências e casas
comerciais. O arraial se formava na a interseção de duas estradas: a que vinha
de Sabará em direção ao sertão, a caminho do Serro e Bahia, atingindo o
rancho em frente a antiga entrada da Capela, dando origem à “Rua do Serro”;
e a estada da direita da antiga capela, que seguia em direção a Lagoa Santa e
Sete Lagoas recebeu o nome de “Rua Direita”. Em 1734 já havia bastante
gente no arraial, que se espraiava pelo espigão e pelas ladeiras que subiam do
córrego das Calçadas. A atividade mineradora se extinguiu, dando lugar a
intensificação do comércio, que em 1740 já contava com 30 estabelecimentos.
Nessa época, Santa Luzia desempenhava importante papel de centro
comercial, fazendo transação de peles e salitre, com o norte do estado e com
o Rio de Janeiro. Devido à sua localização estratégica, o povoado muito
floresceu em função do comércio das áreas mineradoras, exercendo o papel de
entreposto comercial do sertão. Em documento de 1752, o bispo de
Mariana, D. Frei Manoel da Cruz, propõe a transferência da sede da paroquia
do arraial de Roça Grande para o de Santa Luzia, justificando:

“ (…) o arraial de Santa Luzia é um dos mais populosos das Minas e a
sua Igreja é nova, com bastante grandeza e bem paramentada,
estando quase no meio da freguesia, circunstâncias todas que
concorrem para V. Majestade ser servido mandar fazer a sobredita
mudança (…)

A qual só se efetivou em 1779, após uma série de reveses com a paroquia de
Roça Grande. A medida que o arraial progredia, formava-se, ali, uma elite
social abastada, com hábitos sofisticados da vida e cultura com marcante
influência francesa. Santa Luzia, seguiu a tradição de importantes vilas

mineiras, como Sabará e Diamantina, que cedo desenvolveram o gosto
da literatura e do teatro. Já na segunda metade do século XVIII tem-se notícia
da inclusão de peças teatrais no programa de suas festas cívico religiosas,
além da realização de óperas em diversas vilas, como, por exemplo,
em Sabará, em 1799.

O espírito religioso dos luzienses não traduziam-se apenas na construção de
belos templos, mas também em algumas festas tradicionais. As mais famosas
eram a da padroeira do lugar, a do Rosário, promovida pelos negros, e a do
Divino, pelos brancos, como parte dos festejos do “Ciclo da Ressurreição”.
Todas estas festas representavam um folclore de caráter tipicamente profano
religioso, mesclando heranças africanas e portuguesas, como danças,
procissões, fogos, rezas, músicas e missas. A semelhança dos demais núcleos
urbanos das Minas Gerais daquela época, as festas eram realizadas com
grande pompa, atraindo para o local romeiros de toda a redondeza. A partir da
segunda metade do século XVIII a mineração do ouro começou a declinar e a
economia local voltou-se para a produção agropecuária, acarretando certa
retração das atividades urbanas. Entretanto, Santa Luzia, conseguiu manter
relativo progresso devido, principalmente, à sua situação privilegiada de
empório comercial, como constatou José Vieira Couto em 1801:

“ (…) Santa Luzia, lugar populoso e brilhante, e que deve seu
melhoramento actual (cousa rara!) aos arraiares de Minas, as suas
lavras, e a ser, além disso, por causa da sua situação natural como
um pequeno empório, onde vem surtir-se de alguns gêneros
pertencentes ao comercio muitos negociantes de Piracatu e Serro.
(…)

Também Saint-Hilaire, viajante francês que ali passou em 1817, ressaltou a
importância da Paróquia de Santa Luzia em seu papel de entreposto comercial
do sertão, sendo ponto de parada para as tropas que transitavam entre o
sertão e o Rio de Janeiro. Nada citou sobre a mineração do ouro,
provavelmente devido à insignificância econômica a que esta atividade estava
reduzida naquela época.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Luzia_(Minas_Gerais)