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Ipatinga – Minas Gerais

Ipatinga é um município brasileiro no interior do estado de Minas
Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce e pertence
à Região Metropolitana do Vale do Aço, estando situado a cerca de 210 km a
leste da capital do estado. Ocupa uma área de pouco mais de 164,8 km²,
sendo aproximadamente 54 km² em área urbana, e sua população em 2020
era de 265 409 habitantes, posicionando-se então como o mais populoso do
Vale do Aço e o décimo do estado mineiro. A sede do município localiza-se nas
proximidades do local em que as águas do rio Piracicaba se encontram com
o rio Doce.

A exploração da região da atual cidade teve início no século XIX,
quando bandeirantes estiveram na região. No entanto, o povoamento só se
intensificou entre as décadas de 1910 e de 1920, com a locação da EFVM. Em
1953, houve a criação do distrito, subordinado a Coronel Fabriciano, que na
mesma década foi escolhido para sediar o núcleo industrial da Usiminas,
acarretando um rápido crescimento populacional por pessoas vindas de várias
partes do país. A pedido da empresa foram construídos os primeiros bairros de
Ipatinga, destinados a seus trabalhadores, culminando na emancipação em
1964.

Paralelo à original “Vila Operária”, o crescimento da população não industrial
induziu o surgimento de novas divisões sem relação com o núcleo da Usiminas
no decorrer da segunda metade do século XX, apesar da indústria ainda
representar a principal fonte de renda municipal. A manutenção da atividade
industrial na região contribuiu para a formação da Região Metropolitana do
Vale do Aço, que corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do

estado. Ipatinga tem um papel fundamental como empregador para as cidades
a seu redor e gera mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) metropolitano.

Tradições culturais como o artesanato e o congado das comunidades rurais se
fazem presentes no município, bem como atrativos recreativos, a exemplo
do Parque Ipanema, do Shopping Vale do Aço e da  Usipa . Parte do
entretenimento em Ipatinga é fruto de investimentos da Usiminas destinados à
comunidade, cabendo ressaltar nesse ponto o Centro Cultural Usiminas, que
sedia espetáculos culturais de relevância regional ou mesmo nacional.

História

Colonização da região

A exploração da região conhecida inicialmente como Sertões do Rio Doce teve
início no final do século XVI, em expedições à procura de metais preciosos, no
entanto o desbravamento dessas terras foi proibido no começo do século XVII,
a fim de evitar contrabando do ouro extraído nas redondezas de Diamantina. O
povoamento foi liberado em 1755 e no século XIX, durante mandato de
Dom Pedro I do Brasil, bandeirantes estiveram na região, onde constataram a
presença de indígenas. Ainda assim, até o século XX a área de Ipatinga não
reportou uma significativa colonização. Por volta de 1920, já existiam pequenos
núcleos habitacionais nos atuais bairros Barra
Alegre, Ipaneminha,  Taúbas  e Bom Jardim, frutos de apossamentos de
terras ou, no caso do Ipaneminha, pontos de parada de uma estrada por onde
passavam tropeiros rumo a Ouro Preto e Diamantina.

A locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) pelo leste mineiro, no
entanto, vinha estimulando o desenvolvimento populacional nas áreas
próximas das margens dos rios Doce e Piracicaba, assim como viria a ocorrer
na região do Vale do Aço. Em 1º de agosto de 1922, foi inaugurada a Estação
Pedra Mole, próxima ao atual bairro  Cariru , e no mesmo ano foi construída a
Estação Nossa Senhora, onde surgiu o povoado de Córrego de Nossa Senhora
ou Horto de Nossa Senhora, no atual bairro Horto. Nesse local, foi criada a
primeira farmácia da atual Região Metropolitana do Vale do Aço, pelo
farmacêutico (e futuro político) Raimundo Alves de Carvalho.

A Estação Pedra Mole foi desativada poucos anos depois de sua inauguração,
devido a uma alteração no traçado da EFVM, e um novo terminal foi construído
no atual Centro de Ipatinga. Em 1924, houve a fundação da Estação do
Calado, em Coronel Fabriciano, onde se instalou a Companha Siderúrgica
Belgo-Mineira na década de 1930. Vastas áreas foram adquiridas com objetivo
de centralizar a extração de madeira da empresa pela região, visando a
alimentar seus fornos em João Monlevade. Todavia, apenas Coronel
Fabriciano experimentou um desenvolvimento populacional e urbano entre as
décadas de 30 e 40, intensificado com a instalação da Acesita em 1944,
culminando em sua emancipação do município de Antônio Dias em 1948. Pela
Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, o povoado de Ipatinga foi elevado
a distrito de Fabriciano.

A presença das carvoarias da Belgo-Mineira e da Acesita incentivou o fluxo
comercial da localidade, que também foi beneficiada pela construção da Usina
Hidrelétrica de Salto Grande, situada no município de Braúnas. O maquinário

destinado às obras desse complexo era descarregado no povoamento, onde
era armazenado e aos poucos transportado até a barragem. Mesmo assim, o
distrito de Ipatinga atraiu pouca atenção da sede até o final da década de
1950. Até então, suas principais atividades econômicas ainda foram ligadas à
agricultura e à pecuária.

Expansão econômica e siderúrgica

Em 1956, uma comissão japonesa visitou o então distrito de Ipatinga, sendo
escolhido como sede da instalação da Usiminas. Para essa decisão, foram
levados em conta a topografia apropriada, pequena distância entre as fontes de
matéria prima e os centros consumidores, disponibilidade de recursos hídricos,
abundância de energia elétrica, malha ferroviária local e proximidade com
outros centros siderúrgicos. Com as notícias da construção da siderúrgica que
se instalaria na região, foi grande a chegada de novos moradores, antes de sua
instalação. Isso aumentou a necessidade de um planejamento urbano para a
cidade.

Com a instalação da Usiminas em Ipatinga, houve a construção de bairros
inteiros destinados a servir de abrigo aos seus trabalhadores, sendo o Horto o
primeiro deles. Até essa ocasião, o povoamento contava com cerca de 60
casas e 300 habitantes. A elaboração do primeiro plano urbanístico da atual
cidade, então chamada de Vila Operária, projetado pelo arquiteto Raphael
Hardy Filho em 1958, possibilitou a locação dos primeiros bairros do atual
município. Os conjuntos habitacionais da antiga Vila Operária encontram-se
localizados entre o rio Piracicaba e a usina e foram distribuídos de acordo com
a hierarquia da empresa, distinguindo-se entre engenheiros, técnicos, operários
e chefes. A Usiminas entrou em operação em 26 de outubro de 1962, após o
então presidente do Brasil João Goulart acender o alto-forno pela primeira vez,
permitindo a primeira corrida de gusa.

Contudo, os investimentos do Estado, responsável por 55% do capital estatal
da Usiminas — outros 5% pertenciam a empresários nacionais e 40% a
japoneses —, restringiam-se aos arredores da empresa e pouco levavam em
consideração o município de Coronel Fabriciano como um todo, cuja
administração havia isentado a Usiminas de impostos. Além disso, a
infraestrutura disponibilizada pela empresa se mostrava insuficiente para
atender à demanda de operários da região ou que vinham de diferentes áreas
do Brasil à procura de trabalho, tampouco àqueles que não se empregavam na
indústria. Em Ipatinga, os alojamentos se tornaram poucos e os índices de
violência eram elevados.

Economia

No Produto Interno Bruto (PIB) de Ipatinga, destaca-se o setor industrial. De
acordo com dados do IBGE, relativos a 2020, o PIB a preços recorrentes do
município era de R$ 11 147 694,00 mil. 1 186 089,92 mil eram de impostos
sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era
de R$ 42 001,94. Em 2010, 65,23% da população maior de 18 anos
era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de
8,77%. Cabe ressaltar, no entanto, que em 2010, cerca de 10% da população
se deslocava para outro município para trabalhar, dadas a proximidade e o fácil
acesso aos demais municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço.

Em 2014, salários juntamente com outras remunerações somavam
1 966 288 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de
2,8 salários mínimos. Havia 7 572 unidades locais e 7 178 empresas
atuantes. Segundo o IBGE, 49,92% das residências sobreviviam com menos
de um salário mínimo mensal por morador (36 384 domicílios), 36,82%
sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa (26 840
domicílios), 6,37% recebiam entre três e cinco salários (4 646 domicílios),
4,09% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos (2 980
domicílios) e 2,80% não tinham rendimento (2 040 domicílios).

Ipatinga foi apontada como a sétima melhor cidade para iniciar uma empresa
em Minas Gerais, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE) em 2012, porém a redução da demanda por aço no
mercado nacional e internacional culminou em demissões e cortes de
investimentos e salários pelas indústrias locais nos primeiros anos da década
de 2010. Somente no município, 7 879 vagas na área da indústria foram
eliminadas de 2011 a 2013, gerando impactos diretos também nos setores
comercial e de prestação de serviços locais. Foi registrado um total de 10 871
demissões em todos os setores entre janeiro e março de 2015, sendo a maior
parte delas (3 782) na construção civil, e 25% dos cargos comissionados da
prefeitura haviam sido suspensos até dezembro de 2015.